Apresentação

O Icumam Lab – Laboratório de Fomento à Produção Audiovisual no Centro-Oeste chega à sexta edição consagrado como um dos mais importantes espaços de qualificação profissional da área no País. Atento às novas e necessárias reconfigurações e perspectivas para a sustentabilidade do mercado audiovisual na Região, o projeto será realizado de 6 a 17 de julho de 2020, pela primeira vez em sua história, em formato online, dadas as recomendações do Governo do Estado de Goiás, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a contenção mundial da disseminação do novo coronavírus. 

A realização é do Icumam Cultural e Instituto, apresentação do Fundo de Arte e Cultura de Goiás através do Governo do Estado de Goiás e apoios do BrLab, Mistika, DotCine, C/as4atro e Vermelho Filmes, com coordenação pedagógica dos produtores Rafael Sampaio e Fernanda De Capua.

Laboratórios dessa natureza são muito importantes no audiovisual por constituírem um espaço de troca de ideias e de experiências que ajudam a amadurecer os projetos, além de aproximar as pessoas proporcionando melhores condições de realização para futuros projetos. Dois pontos fundamentais se destacam para a contundência do projeto como programa diferenciado de formação: a atividade abre espaço para que o jovem realizador possa colocar em discussão seu projeto em um ambiente profissional mais próximo ao mercado global, ao mesmo tempo em que recebe a orientação de tutores altamente qualificados que discutem a fundo seus projetos de forma multifacetada.

As atividades adquirem ainda um caráter propulsor na carreira dos participantes a partir da formação de redes profissionais e processos criativos e colaborativos de formação, potencializando o desenvolvimento e a integração do conhecimento de algumas especificidades de cada mercado e do mercado como um todo, finalmente estimulando colaborações artísticas e criativas.

Por aqui, ainda são raros os projetos de formação que articulam todos os Estados, sobretudo colocando-os em interligação, o que ajuda a criar uma corrente favorável ao mercado interno e aos fluxos necessários para uma produção fora do Eixo Rio-São Paulo. Em um país de dimensões quase continentais como o Brasil, as distâncias culturais e econômicas entre diferentes regiões resultantes da falta de contato entre si ainda são gigantescas, situação que vai se transformando com o aquecimento das produções regionais. 

A opção por criar um laboratório audiovisual no Centro-Oeste, portanto, foi mais que pioneira: foi visionária. Percebendo um cenário ainda incipiente, mas em crescente expansão do audiovisual na região, a aposta foi fomentar projetos que careciam, por vezes, de lapidação para serem alçados a um patamar de realização. Operamos na descentralização do audiovisual no País e firmamos o Centro-Oeste e, principalmente, Goiás – que é sua casa e concentra seus fluxos – no cenário da produção constante de audiovisual.

O Icumam Lab coopera, assim, para o surgimento de novas vias de cooperação inter-regional e até internacional entre profissionais de cinema e televisão no Brasil, além de projetar nomes de produtores e de produções locais para o Brasil e criar a garantia de uma constante, qualificada e crescente produção integrada entre os estados. Esses resultados chegam com uma solidez incomparável, porque advém das raízes de cada projeto. A cada edição, buscamos um caminho sedimentado e adequado para que cada projeto possa ter maturidade suficiente para ser bem construído e sair, com êxito, do papel para o mercado, construindo sólidas pontes.

As conexões geradas pelo projeto somente são possíveis graças à tão dedicada equipe e aos participantes. Agradecemos a todos eles, que seguem contribuindo para o fortalecimento de nossas alianças e para o sucesso de nossas realizações e promoção da Cultura brasileira.

Maria Abdalla

Diretora do Icumam Lab

 

O PROJETO

Diretores e produtores de nove projetos audiovisuais do Centro-Oeste nas categorias de longa-metragem ficcional, documental e série televisiva – cinco projetos audiovisuais do Distrito Federal, dois de Goiás e dois do Mato Grosso do Sul – serão acompanhados individual e coletivamente pelos tutores Beth Formaggini (documentarista, produtora e pesquisadora); Juliana Rojas (diretora e roteirista), Leonardo Mecchi (produtor), Mariana Brasil (produtora); Thiago Dottori (roteirista), Rafael Sampaio (produtor) e Fernanda De Capua (produtora e consultora de pitching), profissionais renomados em diferentes segmentos do setor. A proposta é estimular a compreensão e a reflexão sobre os projetos audiovisuais desde o desenvolvimento até o financiamento e, assim, qualificar os participantes para o mercado audiovisual nacional e internacional. 

Além das atividades direcionadas aos projetos – análise de roteiro, exploração de produtos e comercialização multiplataforma, plano de financiamento, distribuição e comercialização, etc. -, o Icumam Lab prevê ainda a realização de palestras abertas ao público em geral, garantindo, assim, maior democratização do acesso às atividades.

Para a sexta edição, as propostas foram selecionadas dentre 30 inscritos (23 de longa-metragem e sete de séries televisivas; 21 do DF, sete de GO e 2 de MS). A escolha, realizada pela cineasta, produtora e curadora Flávia Cândida, pelo professor e pesquisador Rafael de Almeida e pelos produtores Fernanda De Capua e Rafael Sampaio, se deu a partir da qualidade técnica e artística, da factibilidade e da viabilidade de produção, do potencial e da originalidade da proposta, bem como do estágio de desenvolvimento e da qualidade dos materiais apresentados na inscrição.

 Os participantes que experimentam o Icumam Lab recebem mais que consultorias ao desenvolvimento de seu projeto no estágio atual. O que recebem é um acompanhamento e análise cuidadosos que analisa o projeto de ponta-a-ponta. Em encontros entre tutores e participantes (diretores e produtores dos projetos), são discutidas todas as etapas desde a criação do roteiro, o planejamento possível das filmagens, as concepções de direção, as intenções de comercialização e distribuição e a preparação para a venda do projeto. 

 

HISTÓRICO E RESULTADOS

A primeira edição do Icumam Lab ocorreu em 2013, dentro da programação da 13ª Goiânia Mostra Curtas, entre os dias 8 e 13 de outubro, e marcou a introdução de uma iniciativa pioneira para capacitação de profissionais da região e especialmente do Estado de Goiás. Na época, foram selecionados projetos de Goiás e Distrito Federal.

A segunda edição foi realizada entre os dias 2 e 8 de março de 2015, na Pousada Monjolo na cidade de Nerópolis (distante 30 km de Goiânia), ambiente escolhido para proporcionar a reflexão, desenvolvimento de ideias e interação entre os participantes.

A terceira edição, em 2016, ocorreu entre os dias 10 e 17 de abril, novamente na Pousada Monjolo. No total, foram inscritos 36 projetos, sendo 22 no formato longa-metragem e 14 no formato série de TV. Entre os longas-metragens inscritos, 15 foram do gênero ficção e sete documentários, sendo nove do Distrito Federal, dez de Goiás e três do Mato Grosso. Já entre as séries havia seis de ficção, três documentários, três animações e uma experimental. Entre os projetos de série de TV inscritos, seis foram de Goiás, quatro do Distrito Federal, dois do Mato Grosso do Sul e dois do Mato Grosso.

A quarta edição, realizada de 2 a 8 de abril de 2017, também na Pousada Monjolo, bateu recordes de inscrições com 57 projetos inscritos, dos quais 16 eram do Estado de Goiás, 26 do Distrito Federal, sete do Mato Grosso e cinco do Mato Grosso do Sul. Esta edição foi a primeira a ter programação em duas cidades, pois, além da imersão na pousada, as palestras de encerramento ocorreram em Goiânia, no Centro Cultural UFG.

A quinta edição aconteceu entre os dias 22 e 28 de abril de 2018, mais uma vez na Pousada Monjolo. A novidade adotada a partir desta edição foi a premiação. Os diretores e produtores dos projetos se apresentam para um pitching diante de uma mesa composta por representantes de empresas da indústria cinematográfica, que escolhem os projetos a serem premiados.

E, pela primeira vez em formato online, foi realizada a sexta edição entre os dias 6 e 17 de julho de 2020. Nove projetos de Goiás, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal passaram pelo laboratório durante os dez dias de imersão online. Nesta edição também contamos com uma premiação, após as apresentações dos projetos em uma atividade de video pitching.

Os resultados do trabalho desses sete anos são evidentes: dos 54 projetos que passaram pelo Icumam Lab, mais de 24 se encontram em diferentes fases da produção. Destaque para o longa-metragem Vento Seco, de Daniel Nolasco, que teve sua estreia mundial na Mostra Panorama da 70º Berlinale e está selecionado para a Mostra Maguey do Festival Internacional de Guadalajara 2020. O documentário Paulistas, também de Nolasco, teve sua estreia mundial no DOK Leipzig, festival internacional de documentários e animações, na Alemanha. Fogaréu, de Flávia Neves (Bananeira Filmes) e Oeste Outra Vez, de Érico Rassi, foram rodados em 2019 e se encontram em fase de finalização. O longa Ainda Temos a Imensidão da Noite, de Gustavo Galvão, teve sua estreia em janeiro de 2020. Dias Vazios, de Robney Bruno, foi selecionado para a Mostra Futuro Brasil do 50º Festival de Cinema de Brasília e para a Mostra Aurora, da 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes-MG. Em 2018, foi rodado Capitão Astúcia, dirigido por Filipe Gontijo (em finalização).  

 

DEPOIMENTOS

“O Icumam Lab é uma plataforma única no país, de propulsão de projetos do Centro-Oeste. Em um momento em que há muitas políticas para desenvolvimento e regionalização de conteúdos e produção, esses espaços de troca de conhecimento e capacitação são fundamentais para o fortalecimento da cultura e do setor audiovisual na região e no país.” Rafael Sampaio – Tutor

“O Icumam Lab é um dos melhores laboratórios que eu já tive oportunidade de participar como consultor. Uma das grandes qualidades do projeto é que ficamos todos numa imersão completa. Uma semana, hospedados no mesmo hotel, distante da cidade e das distrações. É uma oportunidade única para os realizadores focarem em seus projetos e mergulharem nas suas histórias, com a consultoria de profissionais mais experientes. E uma constatação óbvia depois das três edições em que atuei: os projetos dão um salto enorme entre o primeiro e o último dia. Alguns nascem. Outros renascem. Muitos até mudam de nome, uma vez que encontram sua razão de ser. Esse espaço de amadurecimento do projeto é fundamental para que ele se torne competitivo em editais de financiamento, mas não só isso, como eles amadureçam para a sua futura realização. Se nos últimos anos demos um salto no número de produções regionais, é fundamental também que esses filmes, séries e documentários passem por esse processo de imersão no desenvolvimento, chegando às telas com o máximo de sua potencialidade. E o Icumam Lab tem o formato perfeito para isso. Considero este um dos melhores Labs do Brasil.” Thiago Dottori – Tutor

“Participar do 4º Icumam Lab foi uma experiência única, essencial para traçarmos um caminho sólido para o projeto. Chegamos com uma ideia de série e saímos com um projeto com potencial real de ser desenvolvido. A imersão ao longo de uma semana também foi fundamental para nos conectarmos como grupo, afinal somos quatro roteiristas, e para nos conectarmos com o projeto. Os tutores e orientadores são profissionais excepcionais, comprometidos em transformar os projetos em produtos audiovisuais de qualidade. A produção, impecável, atenta aos menores detalhes, fez de tudo para que os participantes tivessem o melhor aproveitamento possível. Além de essencial para o projeto, para mim o Lab teve um caráter de formação, através das orientações e palestras com os coordenadores e tutores e, assim, levo para todos os projetos futuros o aprendizado adquirido nesses dias. Tivemos a oportunidade de conhecer diversos projetos da região Centro-Oeste, histórias interessantes e potentes que saíram fortalecidas. Tenho certeza que muita coisa boa vem por aí. No mais, só tenho a agradecer pela oportunidade. Vida longa ao Icumam Lab!” Agnes Vilseki – Participante (Meu Nome não é Camille)

“O Icumam Lab é uma experiência transformadora. A coordenação pedagógica é muito atenta às necessidades de cada projeto, o que dá a possibilidade de que cada um dos projetos encontre a melhor forma de ser desenvolvido com qualidade de produção e arrojo estético. Todas as atividades funcionam como uma espécie de construção, cada aula, cada tutoria é um tijolo que vai sendo incorporado à estrutura dos nossos projetos e que acabam transformando o nosso projeto em algo cada vez melhor. Além disso, a troca de experiências com profissionais tarimbados trazidos pelo laboratório vem suprir uma carência de formação audiovisual na região, resultando numa importante ferramenta de incubação e fomento de novos projetos para o Centro-Oeste. Agradeço muito pela participação do projeto Jaó no Icumam Lab, pois o filme finalmente encontrou uma voz e um caminho para ser desenvolvido que me deixou muito confiante.” Giovani Barros – Participante (Jaó)

“Percebemos um fortalecimento do audiovisual na região Centro-Oeste, porém ainda carecemos de instruções nessa estruturação. Buscamos novas técnicas e conhecimentos, porém nem sempre as alcançamos. O Icumam Lab vem ao encontro de nossos anseios, trazendo profissionais especializados nas principais etapas de realização audiovisual. Importante fomentar iniciativas como essa, que complementam na formação de novos projetos, inserindo nossa região no cenário nacional.” Patrícia Ribeiro – Participante (Cinema Entre Rios)

“Vocês estão transformando vidas”, foi dito por um dos diretores cheio de emoção. Sou de Rondonópolis, Mato Grosso, e o laboratório é de grande importância não só para desenvolver projetos específicos, mas para gerir carreiras, muitas delas em constante instabilidade pela categoria da profissão versus realidade de mercado. Ali entrei com um projeto e saí com outro. Guardei muita coisa para desenvolver outros. A oportunidade de ter consultorias de grandes profissionais e a troca de conhecimentos com pessoas de todo o Centro-Oeste foi o mais valioso. O treinamento para pitching foi um dos pontos cruciais e que, tenho certeza, fará total diferença para apresentação de projetos futuros. Como disse em uma conversa com a Maria Abdalla, diretora do Icumam Lab, não há tempo para conversar e agradecer minuciosamente e relacionar as dificuldades que passamos para desenvolver os nossos projetos e carreiras, mas chegamos a uma resposta comum para resumir a experiência: ‘’a gente sente’’. Rafael Irineu – Participante (Cinema Entre Rios)

“As mudanças que o Icumam Lab provocou em mim vão muito além do desenvolvimento do meu projeto. Senti que a cada fala, aula, palestra ou encontro com os tutores foram um mergulho num universo muito além do que eu podia imaginar. Para mim, eles deram o caminho das pedras nas mais diferentes áreas do audiovisual: roteiro, produção, como apresentar o projeto, público, como viabilizar a obra, mercado… Em apenas uma semana, o laboratório representou uma formação única, que não se encontra na faculdade ou em cursos pontuais. Trouxe um nível de profissionalismo para a minha bagagem que resultará em produtos audiovisuais de qualidade e com viabilidade de produção.” Renata Diniz – Participante (Sem Fronteiras)

O Icumam Lab foi uma experiência que nos colocou frente aos piores problemas de nossos roteiros e nos ajudou a encará-los e sair da imersão com um material linear. São sete dias de autoconhecimento, sete dias de interação entre a região Centro-Oeste do Brasil e seus respectivos criadores e produtores de obras audiovisuais.  Por isso eu, Tero Queiroz, destaco como o principal projeto voltado a roteiros existente no Centro-Oeste do Brasil. Com uma equipe organizada que promove a todos os roteiristas bem mais que um estudo de roteiro, promove o respeito entre os profissionais alocados nos quatro Estados participantes, uma interação de obras audiovisuais, e o contato com os mestres e tutores do Icumam Lab torna essa experiência inesquecível e alavanca a qualidade do produto audiovisual no Brasil. Poderia citar aqui outros tantos motivos que tornam esse projeto necessário para o mercado cinematográfico, mas ele por si só se sustenta no fato de que abriga de forma generosa aqueles pequenos sonhadores, porém fortes, que um dia podem se tornar gigantes cineastas e se lembrar que todo seu sucesso foi devido a sete dias de estudo no interior de Goiás.” Tero Queiroz – Participante (Jaó)

Depois de maravilhosos dias em Goiás, na Pousada Monjolo com pessoas incríveis e tutores excelentes, fica a saudade. Não temos palavras para descrever a experiência maravilhosa que é estar em um laboratório de imersão oferecido pelo Icumam Cultural. Todos os participantes, palestrantes, organizadores, cada um dos envolvidos faz parte de um evento que oferece mais do que trocas de aprendizado, e sim a possibilidade de novas amizades, novas portas que futuramente possam se abrir. Por isso, laboratórios como este ajudam no desenvolvimento dos projetos audiovisuais, principalmente na região Centro-Oeste, que mesmo não sendo um pólo do audiovisual, está todos os dias construindo uma nova geração que pode desenvolver trabalhos reconhecidos nacionalmente e, quem sabe, mundialmente. A disseminação da informação é vital em qualquer área, mas para quem procura crescer profissionalmente e deseja desenvolver projetos e encontrar sucesso no que faz, é transformadora. O Icumam Lab faz com que possamos abraçar os projetos e apontar caminhos que antes não tínhamos nos deparado. Com as orientações dos tutores, a escuta, a troca de conhecimentos, a experiência fica ainda melhor. Saber que alguém está ali para te ouvir e querer construir um projeto com mais coerência me mostrou o quanto um laboratório é importante para o projeto. É nessa troca de experiência, de investigação e na imersão com  diretores, roteirista, produtores, que se dá a construção de uma obra. Agradecemos imensamente a toda produção do Icumam Lab, principalmente à Maria Abdalla, pela sua persistência nesse projeto tão maravilhoso e essencial para essa comunidade que cada dia cresce na região Centro-Oeste. Também agradecemos a oportunidade de fazer parte de uma experiência tão imersiva que todos os profissionais do audiovisual devem conhecer e experimentar. Joanna Campos e Severino Neto – Participantes (Cada qual por seu caminho)

Participei como diretor e produtor do projeto de série antes chamado Meu Nome é Camille, atualmente chamado de Quebra Louça. A mudança inclusive de nome, definida durante as atividades do Icumam Lab, serve para ilustrar o quão importantes, transformadoras e fundamentais foram as atividades do Laboratório para nós. O Icumam Lab é  tão especial e incrível, é uma longa e intensa semana de trocas de saberes com roteiristas e produtores do Centro-Oeste e de intenso aprendizado com tutores experientes. Passamos bons momentos, imersos e dedicados a discutir e trabalhar os projetos selecionados. Mais do que desenvolver os projetos, esse foi o mais intenso processo de formação audiovisual de que já participei. O evento, portanto, além de servir como forma de aprimorar e amadurecer projetos audiovisuais, é uma ferramenta de formação muito impactante e poderosa. Essa foi uma semana que serviu para nos conectarmos e embarcamos de vez no desafio que é desenvolver a nossa série e entender melhor nosso lugar como realizadores do Centro-Oeste, região à margem do eixo principal de produções audiovisuais no País. Agradeço imensamente a todos tutores e demais envolvidos na organização desse brilhante evento, além dos participantes selecionados. Reitero que foi um grande processo de imersão que mexeu com os meus sentimentos, meu coração e a minha visão de realizador e produtor. Vai ficar guardado e vai me acompanhar não apenas nesse projeto, mas em toda a minha vida. O laboratório, além disso, tudo, já está abrindo uma trajetória comercial para a nossa série, além de estar abrindo portas profissionais para os participantes do projeto. Só temos a agradecer. Daniel Calil Cançado – Participante (Meu Nome não é Camille)