Palestras abertas

Palestras abertas ao público em geral

 

 

13 de julho (SEG)

10h às 12h (horário de Brasília)

Palestra: Do cinema de interior à experiência internacional

Com João Paulo Miranda Maria – cineasta e roteirista

Mediação: Rafael Sampaio (produtor)

 

Ementa: A construção de um Cinema Caipira a partir das produções na cidade de Rio Claro-SP com o coletivo Kino-Olho, fundado por João Paulo, utilizando da experimentação com filmes-ensaios até a realização profissional de seus curtas que competiram em Cannes (2015 e 2016) e Veneza (2017). A experiência de Laboratórios internacionais, Residência Artística Cinéfondation e a co-produção internacional com seu longa-metragem de estreia, Casa de Antiguidades, que está na Seleção Oficial do Festival de Cannes 2020.

João Paulo Miranda Mariacineasta e roteirista

Diretor e professor acadêmico, João Paulo Miranda Maria nasceu no interior do estado de SP/Brasil em 1982. Fez Cinema no Rio de Janeiro e Mestrado em Multimeios na Unicamp. Influenciado por sua pesquisa sobre o cineasta Jean Luc Godard e o Grupo Dziga Vertov, João Paulo retorna ao interior de SP e funda o grupo de pesquisa e prática cinematográfica Kino-olho. Observando a realidade, ele buscou no cotidiano de sua cidade a inspiração para seu estilo, que chamou de “Cinema Caipira”, uma linguagem a partir da observação da realidade crua e bruta, da qual ele tenta transmitir sua essência. Em dezembro de 2015, participou de um Lab organizado pela Semana da Crítica – Festival de Cannes, em parceria com o Torino Lab, em Moulin D’andé – Céci (Centro dos Escritores Cinematográficos), onde passou por consultoria sobre seu roteiro com grandes especialistas. Em 2017, João Paulo participou da residência artística Cinéfondation, oferecida pelo Festival de Cannes, em Paris. Dentre seus trabalhos, estão os curtas-metragens Meninas Formicida (Competição Oficial de Veneza 2017); A Moça que dançou com o Diabo (2016 – Festival de Cannes, Competição Oficial, Prêmio especial do Júri ; 54º New York Film Festival; 60º BFI London film Festival; Festival Internacional Vila do Conde, Portugal; 27º Festival de Curta-metragem de São Paulo – Kinoforum; 5º Olhar de Cinema de Curitiba, Prêmio do Público); Command Action (2015 – Festival de Cannes, Mostra competitiva “Semaine de la critique”; Festival Internacional Vila do Conde, Portugal; 59º BFI London Film Festival; 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; V Janela Internacional de Cinema do Recife; 3ª Mostra de Cinema de Gostoso, RN); A girl and a Gun (2009 – selecionado e premiado no Concurso “The Screening Room Mobile Phone Movie competition” – CNN, competição exclusiva para melhor filme em celular).

 

Mediador:Rafael Sampaio (produtor)

Graduado em Cinema pela FAAP, trabalhou anos como programador e produtor de festivais e mostras do Museu da Imagem e do Som de São Paulo,  Cinemateca Brasileira, Cine Olido e CCBB, entre outros, e nos últimos anos tem se dedicado com maior ênfase à projetos de formação e produção audiovisual. É criador e diretor do BrLab – Laboratório de Desenvolvimento de Projetos no Brasil, desde 2011, e foi coordenador de diversos cursos, como os Laboratórios do Prodav 4/2013 e 2014 do FSA/Ancine, entre outros. É sócio da produtora Klaxon Cultura Audiovisual e produtor dos filmes Sobre Rodas (Mauro D’Addio, 2017), Um Casamento (Mônica Simões, 2017), Diz a Ela que me Viu Chorar (Maíra Bühler, 2019), entre outros.

 

 

16 de julho (QUI) 

18h às 20h (horário de Brasília)

Palestra: Estudo de caso sobre o filme Bacurau

Com Emilie Lesclaux – produtora

Mediação: Ivan Melo (produtor)

 

Ementa: Uma conversa com a produtora, Emilie Lesclaux, sobre Bacurau, filme brasileiro ganhador do premio do júri no Festival de Cannes 2019.

Emilie Lesclaux produtora

Emilie Lesclaux nasceu na França e mora desde 2002 no Recife, Brasil. Formada em ciências políticas, trabalhou dois anos no Consulado Geral da França para o Nordeste, no Serviço de Cooperação e de Ação Cultural. Desde 2005 é sócia da produtora pernambucana CinemaScópio. Desde 2008 é produtora e co-diretora da Janela Internacional de Cinema do Recife. Naquele ano, produziu o curta-metragem Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho, selecionado em 40 festivais e vencedor de 32 prêmios. Em 2010, produziu seu primeiro longa de ficção, O Som Ao Redor, dirigido por Kleber Mendonça Filho, selecionado em mais de 100 festivais de cinema, e vencedor de 32 prêmios. O filme foi escolhido um dos dez melhores filmes do ano pelo New York Times e representou o Brasil no Oscar, na categoria de melhor filme estrangeiro. Em 2014, ela produziu Sem Coração, um curta-metragem de Tião e Nara Normande, selecionado em mais de 50 festivais (entre os quais a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e o Festival de Clermont Ferrand) e vencedor de 28 prêmios.  Entre 2012 e 2015, ela produziu três longas de Recife: Permanência, de Leonardo Lacca (lançado em 2015 nos cinemas), O Ateliê da Rua do Brum, de Juliano Dornelles (em finalização), e Aquarius, o segundo longa-metragem de Kleber Mendonça Filho, estrelado por Sônia Braga. Aquarius estreou na competição principal do Festival de Cannes em maio de 2016. Foi distribuído em mais de 150 países e ganhou 34 prêmios em festivais. Em 2018, produziu o longa Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que estreou na competição do Festival de Cannes em maio de 2019 e ganhou o Prêmio do Júri. Atualmente trabalha em mais quatro projetos de filmes e uma série de documentários para televisão.

 

Mediador: Ivan Melo – produtor e produtor executivo

Formado em Letras, com mestrado em Teoria Literária. Trabalhou como produtor executivo e programador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, diretor do Festival de Cinema de Paulínia e diretor do Polo Cinematográfico de Paulínia, onde coordenou a produção local de 40 longas-metragens nas locações e estúdios da cidade. Como produtor, realizou os documentários Bem-vindo a São Paulo (2007), coletivo de curtas organizado por Leon Cakoff e Renata de Almeida e dirigido por Tsai-Ming Liang, Wofgang Becker, Amos Gitai, Phillipe Noyce, Maria de Medeiros, Mika Kaurismäki, entre outros; Top 25, de Richard Luiz (2009); e as ficções Tinnitus, de Gregório Graziosi (2019), e Parabéns, garota!, de Luis Carlos Soares (2019). Foi sócio da produtora África Filmes, co-produtora de Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano (2017), e do documentário Alvorada, de Anna Muylaert e Lô Politi (2016). É sócio da produtora e distribuidora Cup Filmes, que está co-produzindo o documentário Amazônia, de Juliano Ribeiro Salgado; finalizando o longa de ficção A mãe, de Cristiano Burlan; e a animação em stop motion Bob Cuspe – Nós não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral. Tem ainda projetos em desenvolvimento com os diretores Anna Muylaert, Ivi Roberg e Marcelo Caetano.

 

Palestras destinadas aos participantes do laboratório

 

8 de julho (QUA) 

16h às 18h

Palestra: Treinamento de Pitch e Formatação de projetos

  • Exclusivamente para os diretores e produtores dos projetos selecionados.

Com Fernanda De Capua – produtora e consultora

 

Fernanda De Capua – produtora e consultora

Formada em cinema e filosofia (Denison University, E.U.A), com especialização em coprodução latino-americana (II Diplomado Ibermedia – Panama), Fernanda tem 15 anos de experiência na produção audiovisual. Produziu o curta Submarino, os longas Sonhos de Peixe (Prix Regarde Jeunes, Cannes 2006); Laura (Best Doc,  Hamptons Int. Film Festival 2011); e Casa Grande, lançado em 2015, ganhador do prêmio do Júri Popular, no Festival do Rio.

Realizou também os documentários Violência S.A.Se eu demorar uns meses e  Quem Matou Eloá.   Para a TV, Fernanda produziu o programa Capital Natural (Band News) e a série documental Arte Ativa.  Atua, desde 2008, como consultora independente de pitch, roteiro e formatação de projetos. Já ministrou oficinas no BR Lab, Bolivia Lab, Cine Posible – Colômbia, Estreno Bisonte – Costa Rica, Icumam Lab – Goiânia e Tblisi International Film Festival – República da Georgia. Desde 2012, vem se dedicando à função de script doctor, prestando consultoria nos roteiros Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa, O outro Lado, de Victor Cesar Bota, e Belle du Jour, de Paolo Marinou Blanco.

É sócia da produtora Vermelho Filmes.

 

 

10 de julho (SEX) 

9h às 12h (horário de Brasília)

Palestra: Circuitos Internacionais

  • Exclusivamente para os diretores e produtores dos projetos selecionados.

Com Rafael Sampaio – produtor

Convidado: Leonardo Mecchi (produtor)

 

Rafael Sampaio – produtor

Graduado em Cinema pela FAAP, trabalhou anos como programador e produtor de festivais e mostras do Museu da Imagem e do Som de São Paulo,  Cinemateca Brasileira, Cine Olido e CCBB, entre outros, e nos últimos anos tem se dedicado com maior ênfase à projetos de formação e produção audiovisual. É criador e diretor do BrLab – Laboratório de Desenvolvimento de Projetos no Brasil, desde 2011, e foi coordenador de diversos cursos, como os Laboratórios do Prodav 4/2013 e 2014 do FSA/Ancine, entre outros. É sócio da produtora Klaxon Cultura Audiovisual e produtor dos filmes Sobre Rodas (Mauro D’Addio, 2017), Um Casamento (Mônica Simões, 2017), Diz a Ela que me Viu Chorar (Maíra Bühler, 2019), entre outros.

 

Convidado: Leonardo Mecchi – produtor

Leonardo Mecchi é sócio-fundador da Enquadramento Produções. Foi editor da Revista Cinética entre 2007 e 2009. Em 2007, foi selecionado para o Berlinale Talent Campus, programa anual do Festival Internacional de Cinema de Berlim. É produtor de longas como Los Silencios, de Beatriz Seigner (Festival de Cannes – Quinzena dos Realizadores); A Febre, de Maya Da-Rin (Festival de Locarno); A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó (Festival de Rotterdam); Mormaço, de Marina Meliande (Festival de Rotterdam); e, como produtor executivo, atuou em longas como Obra, de Gregório Graziosi (Melhor Filme pela Crítica e Melhor Fotografia no Festival do Rio); Super Nada, de Rubens Rewald (Melhor Filme e Prêmio Especial do Júri na mostra Novos Rumos do Festival do Rio); e Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel (Melhor Documentário no Festival de Toulouse, França; Melhor Direção, Fotografia e Som no Festival de Brasília). É também produtor associado de O Processo, de Maria Augusta Ramos (Festival de Berlim). Atua ainda como curador, produtor e colaborador de mostras e festivais de cinema.