O Projeto

Profissionais do audiovisual reunidos durante duas semanas em total aprofundamento de seus projetos. Este será o 7º Icumam Lab, que este ano, totalmente online e gratuito, vai selecionar seis projetos – de filmes de longa-metragem ou série para televisão, de ficção.

Os selecionados terão consultorias individuais e em grupo, com profissionais altamente qualificados do mercado audiovisual brasileiro, incluindo pitching e premiação. O encontro promoverá, ainda, palestras abertas ao público interessado no tema. Além disso, produtores e diretores dos projetos selecionados poderão participar de atividades do Br Lab, um dos mais expressivos e importantes eventos de desenvolvimento de projetos da América Latina, que acontecerá simultâneo ao 7º Icumam Lab.

Nesta sétima edição, o Laboratório de Desenvolvimento de Projetos Audiovisuais do Centro-Oeste segue com a direção geral de Maria Abdalla, produtora com vinte anos de experiência de mercado. Na coordenação pedagógica estão André Novais Oliveira, diretor e roteirista; Fernanda De Capua, roteirista, diretora e produtora audiovisual; e Rafael Sampaio, produtor.

André Novais também está na comissão de seleção dos projetos inscritos, juntamente com Flavia Candida, curadora, cineasta e produtora; e Rafael de Almeida, realizador e pesquisador. Nesse processo, serão avaliadas as principais as qualidades artísticas e técnicas, factibilidade do projeto apresentado e viabilidade de produção, potencial e originalidade da proposta, estágio de desenvolvimento e qualidade dos materiais obrigatórios apresentados.

O 7º Icumam Lab será um momento de promover o surgimento de novas vias de cooperação inter-regional e até internacional entre profissionais de cinema e televisão no Brasil. Além disso, colabora na exploração do audiovisual como uma chave para o desenvolvimento cultural e das comunicações, atuando como ferramenta de instrução e informação.

RESULTADOS GERAIS

Hoje, um novo cenário de produção audiovisual se desenha em Goiás e no Centro-Oeste, em claro contraste com o cenário de duas décadas atrás, quando o Icumam dava início às suas ações embrionárias. Este novo cenário é certamente reflexo de ações como o Icumam Lab, que se encaminha para seu 7º ano de existência. Em sete anos, o Icumam Lab já atraiu diversos profissionais dos quatro estados e dos grandes centros de produção audiovisual que, aqui reunidos, fizeram trocas e partilharam sobre a produção local de modo decisivo.

O laboratório tem contribuído diretamente para esse desenvolvimento: dos 54 projetos que passaram pelo Icumam Lab, vários estão em diferentes fases de produção, finalização, distribuição, exibição e outros já foram lançados, que é o caso Alaska (GO), de Pedro Novaes; Ainda temos a imensidão da noite (DF), de Gustavo Galvão, teve sua estreia em janeiro de 2020; Dias Vazios (GO), de Robney Bruno, foi selecionado para a Mostra Futuro Brasil do 50º Festival de Cinema de Brasília e para a Mostra Aurora, da 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes-MG; e Paulistas (GO), de Daniel Nolasco, que teve sua estreia mundial no DOK Leipzig.

Ainda em 2017, dois projetos que passaram pelo laboratório foram aprovados no PRODECINE 05/2016, chamada pública da ANCINE – Agência Nacional do Cinema – que investe em projetos com linguagem inovadora e relevância artística. São eles: Vento Seco (GO), de Daniel Nolasco, que teve sua estreia mundial na Mostra Panorama da 70º Berlinale e foi selecionado para a Mostra Maguey do Festival Internacional de Guadalajara 2020; e Fogaréu (GO), de Flávia Neves, Oeste Outra Vez (GO), de Érico Rassi, foram rodados em 2019 e finalizados em 2021.

O projeto Somos Tereza (MT), de Danielle Bertolini, terá a produção financiada pelo canal CineBrasil TV. Também, os projetos Mike (DF), de André Miranda e Alisson Machado, e Como Uma Deusa (Três Lunas) (DF), de Julia Tolentino e Renata Diniz, foram aprovados no edital de desenvolvimento do FAC-DF/2018. Em 2018, foi rodado Capitão Astúcia (DF), dirigido por Filipe Gontijo (em finalização). 

Agradecemos a todos que contribuem para o fortalecimento de nossas alianças e o sucesso de nossas realizações e promoção da cultura no Brasil. Foram 54 projetos contemplados, com participação de 44 diretores, 44 produtores, 18 tutores, 13 palestrantes, 9 integrantes de comissão de seleção, 11 palestras, 2.329 inscritos em palestras, 123 envolvidos, 82 parcerias e participação de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

HISTÓRICO

O projeto foi criado em 2013 para promover regularmente ações reflexivas sobre os novos modelos de produção, financiamento, exibição e circulação (entres outros), de modo que não somente projetos possam aproveitar as atividades para seu aprimoramento, mas especialmente, para proporcionar que profissionais envolvidos na produção e realização dos projetos também possam se desenvolver e se qualificar em diferentes esferas de suas carreiras.

PRIMEIRA EDIÇÃO: Iniciativa pioneira no Centro-Oeste, realizada em 2013 dentro da programação da 13ª Goiânia Mostra Curtas, entre 8 e 13 de outubro de 2013, marcou a introdução para capacitação de profissionais da região e especialmente do Estado de Goiás, que estejam trabalhando no desenvolvimento de projetos audiovisuais. Foram selecionados projetos oriundos dos estados de Goiás e Distrito Federal.

SEGUNDA EDIÇÃO: Ocorreu de 2 a 8 de março de 2015, na Pousada Monjolo na cidade de Nerópolis – GO (distante 30 km de Goiânia), em um ambiente próprio para a reflexão, desenvolvimento de ideias e interação entre os
participantes.

TERCEIRA EDIÇÃO: Aconteceu entre 10 e 17 de abril de 2016, novamente na Pousada Monjolo na cidade de Nerópolis – GO. Foram inscritos 36 projetos, sendo 22 no formato longa-metragem e 14 no formato série de TV. Entre os longas inscritos – quinze deles são do gênero ficção e sete documentários –, nove são provenientes do Distrito Federal, dez de Goiás e três do Mato Grosso. Já entre as séries, seis delas são ficção, três documentários, três animações e uma experimental. Entre os projetos de série de TV inscritos, seis deles são de Goiás, quatro do Distrito Federal, dois do Mato Grosso do Sul e dois do Mato Grosso.

QUARTA EDIÇÃO: Também realizada na Pousa Monjolo, em 2017, a edição ocorreu de 2 a 8 de abril. As inscrições bateram recordes, com 57 projetos inscritos, dos quais 16 do estado de Goiás, 26 do Distrito Federal, 7 do Mato Grosso e 5 do Mato Grosso do Sul.

QUINTA EDIÇÃO: Em 2018, o evento aconteceu de entre 22 e 28 de abril, na Pousada Monjolo. A novidade adotada a partir desta edição foi a premiação. Os diretores e produtores dos projetos se apresentam para um pitching diante de uma mesa composta por representantes de empresas da indústria cinematográfica, que escolhem os projetos a serem premiados.

SEXTA EDIÇÃO: O laboratório aconteceu integralmente de forma online, devido à pandemia do novo coronavírus, com mais de 120 horas de programação, durante os dias 6 e 17 de julho de 2020. O que, até a quinta edição, era imersão presencial de uma semana se transformou em duas semanas de conexão online. Foi uma decisão tomada para que o projeto mantenha sua qualidade, alcance e resultados, ao mesmo tempo valorizando e cuidando da segurança da equipe e participantes.

DEPOIMENTOS

“O Icumam Lab é uma plataforma única no país, de propulsão de projetos do Centro-Oeste, em um momento em que há muitas políticas para desenvolvimento e regionalização de conteúdos e produção, esses espaços de troca de conhecimento e capacitação são fundamentais para o fortalecimento da cultura e do setor audiovisual na região e no país.” Rafael Sampaio – Tutor

“O Icumam Lab é um dos melhores laboratórios que eu já tive oportunidade de participar como consultor. Uma das grandes qualidades do Icumam Lab é que ficamos todos numa imersão completa. Uma semana, hospedados no mesmo hotel, distante da cidade e das distrações. É uma oportunidade única para os realizadores focarem em seus projetos e mergulharem nas suas histórias, com a consultoria de profissionais mais experientes. E uma constatação óbvia depois das 3 edições em que atuei: os projetos dão um salto enorme entre o primeiro e o último dia. Alguns nascem. Outros renascem. Muitos até mudam de nome, uma vez que encontram sua razão de ser. Esse espaço de amadurecimento do projeto é fundamental para que ele se torne competitivo em editais de financiamento, mas não só isso, como eles amadureçam para a sua futura realização. Se nos últimos anos demos um salto no número de produções regionais, é fundamental também que esses filmes, séries e documentários passem por esse processo de imersão no desenvolvimento, chegando às telas com o máximo de sua potencialidade. E o Icumam Lab tem o formato perfeito para isso. Considero um dos melhores Labs do Brasil.” Thiago Dottori – Tutor

“Participar do 4º Icumam Lab – Laboratório de Fomento à Produção Audiovisual no Centro-Oeste foi uma experiência única, essencial para traçarmos um caminho sólido para o projeto. Chegamos com uma ideia de série e saímos com um projeto com potencial real de ser desenvolvido. A imersão ao longo de uma semana também foi fundamental para nos conectarmos como grupo, afinal somo quatro roteiristas, e para nos conectarmos com o projeto. Os tutores e orientadores são profissionais excepcionais, comprometidos em transformar os projetos em produtos audiovisuais de qualidade. A produção, impecável, atenta aos menores detalhes, fez de tudo para que os participantes tivessem o melhor aproveitamento possível. Além de essencial para o projeto, para mim o Lab teve um caráter de formação, através das orientações e palestras com os coordenadores e tutores e, assim, levo para todos os projetos futuros o aprendizado adquirido nesses dias. Tivemos a oportunidade de conhecer diversos projetos da região centro-oeste, histórias interessantes e potentes, que saíram fortalecidas. Tenho certeza que muita coisa boa vem por aí. No mais, só tenho a agradecer pela oportunidade. Vida longa ao Icumam Lab!” Agnes Vilseki – Participante (Meu Nome não é Camille)

“O Icumam Lab é uma experiência transformadora. A coordenação pedagógica é muito atenta às necessidades de cada projeto, o que dá a possibilidade de que cada um dos projetos encontre a melhor forma de ser desenvolvido com qualidade de produção e arrojo estético. Todas as atividades funcionam como uma espécie de construção, cada aula, cada tutoria é um tijolo que vai sendo incorporado à estrutura dos nossos projetos e que acabam transformando o nosso projeto em algo cada vez melhor. Além disso, a troca de experiências com profissionais tarimbados trazidos pelo laboratório vem suprir uma carência de formação audiovisual na região, resultando numa importante ferramenta de incubação e fomento de novos projetos para o Centro-Oeste. Agradeço muito pela participação do projeto Jaó ; no Icumam Lab, pois o filme finalmente encontrou uma voz e um caminho para ser desenvolvido que me deixou muito confiante.” Giovani Barros – Participante (Jaó)

“Percebemos um fortalecimento do audiovisual na região centro oeste, porém ainda carecemos de instruções nessa estruturação. Buscamos novas técnicas e conhecimentos, porém nem sempre as alcançamos. O Icumam Lab vem de encontro com nossos anseios, trazendo profissionais especializados nas principais etapas de realização audiovisual. Importante fomentar iniciativas como essa, que complementam na formação de novos projetos, inserindo nossa região no cenário nacional.” Patrícia Ribeiro – Participante (Cinema Entre Rios)

“Vocês estão transformando vidas”, foi dito por um dos diretores cheio de emoção. Sou de Rondonópolis, Mato Grosso, o laboratório é de grande importância não só para desenvolver projetos específicos, mas para gerir carreiras, muitas delas em constante instância pela categoria da profissão versus realidade de mercado. Ali entrei com um projeto e sai com outro. Guardei muita coisa para desenvolver outros. A oportunidade de ter consultorias de grandes profissionais e a troca de conhecimentos com pessoas de todo o centro oeste foi o mais valioso. O treinamento para pitching foi um dos pontos cruciais e que tenho certeza, fará total diferença para apresentação de projetos futuros. Como relatei com a Maria Abdalla, não dá tempo de conversar e agradecer minuciosamente relacionando a dificuldade que passamos ao desenvolver projetos ou na carreira, mas como entramos em acordo numa simples resposta: ‘’a gente sente’’. Rafael Irineu – Participante (Cinema Entre Rios)

“As mudanças que o ICUMAM provocou em mim vão muito além do desenvolvimento do meu projeto (Sem Fronteira). Senti que a cada fala, aula, palestra ou encontro com os tutores foram um mergulho num universo muito além do que eu podia imaginar. Para mim, eles deram o caminho das pedras nas mais diferentes áreas do audiovisual: roteiro, produção, como apresentar o projeto, público, como viabilizar a obra, mercado… Em apenas uma semana, o laboratório representou uma formação única, que não se encontra na faculdade ou em cursos pontuais. Trouxe um nível de profissionalismo para a minha bagagem que resultará em produtos audiovisuais de qualidade e com viabilidade de produção.” Renata Diniz – Participante (Sem Fronteiras)

“O Icumam Lab, em sua 4° edição no ano de 2017 foi uma experiência intrínseca, essa palavra que define a importância de um projeto que nos coloca de frente com os piores problemas em nossos roteiros e nos ajuda a encara-los e sair com um material linear de tal imersão. São sete dias de autoconhecimento, sete dias de interação entre a região Centro Oeste do Brasil e seus respectivos criadores e produtores da obra audiovisual. Por isso eu, Tero Queiroz, destaco como o principal projeto voltado a roteiros existente na região Centro Oeste do Brasil. Com uma equipe organizada que promove a todos os roteiristas bem mais que um estudo de roteiro, promove o respeito entre os profissionais alocados nos quatro estados participantes, uma interação de obras audiovisuais e o contato com os mestres e tutores, do Icumam Lab, torna essa experiência inesquecível e alavanca a qualidade do produto audiovisual no Brasil. Poderia citar aqui outros tantos motivos que tornam esse projeto necessário para o mercado cinematográfico, mas ele por si só se sustenta no fato de que, abriga de forma generosa aqueles pequenos sonhadores, porém fortes, que um dia podem se tornar gigantes cineastas e se lembrar que todo seu sucesso foi devido a sete dias de estudo no interior de Goiás.” Tero Queiroz – Participante (Jaó)

“Depois de maravilhosos dias em Goiás, na Pousada Monjolo com pessoas incríveis e tutores excelentes, fica a saudade. Não temos palavras para descrever a experiência maravilhosa que é estar em um laboratório de imersão oferecida pelo o ICUMAM LAB. Todos os participantes, palestrantes, organizadores, cada um dos envolvidos fazem parte de um evento que oferece mais do que trocas de aprendizado, e sim a possibilidade de novas amizades, novas portas que futuramente possam se abrir. Por isso que laboratórios como estes ajudam no desenvolvimento dos projetos audiovisuais, principalmente na região centro-oeste, que mesmo não sendo um polo do audiovisual, está todos os dias construindo uma nova geração que possa desenvolver trabalhos reconhecidos nacionalmente e quem sabe mundialmente, e que possam daqui nascer e sair grandes professionais, ou seja, é muito importante para o desenvolvimento de produções locais, porém com uma produção de excelência. A disseminação da informação é vital em qualquer área, mas para quem procura crescer profissionalmente e deseja desenvolver projetos e encontrar sucesso no que faz, dizemos: Isso se faz transformando vidas de pessoas, e o ICUMAM LAB faz com que possamos abraçar os projetos e apontar caminhos que antes não tínhamos nos deparado. Com as orientações dos tutores, a escuta, a troca das duas partes, torna a experiência ainda melhor. Saber que alguém está ali para te ouvir e querer construir um projeto com mais coerência mostra o quanto um laboratório é importante para um projeto. É nessa troca de experiência, de investigação e imersão, que faz com que essa presença dos diretores, roteirista, produtores, a construção de uma obra. Agradecemos imensamente a toda produção do ICUMAM LAB, principalmente Maria Abdalla pela sua persistência nesse projeto tão maravilhoso e essencial para essa comunidade que cada dia cresce na região centro-oeste. Também agradecemos a oportunidade de fazermos parte de uma experiência tão imersiva e que muitos outros profissionais deveriam conhecer, experimentar e saber o que é fazer parte de um laboratório.” Joanna Campos e Severino Neto – Participantes (Cada qual por seu caminho)

“Participei como diretor e produtor do projeto de série antes chamado “Meu Nome é Camille” e atualmente chamado de “Quebra Louça”. A mudança inclusive de nome, definida durante as atividades do Icumam Lab, serve para ilustrar o quão importante, transformador e fundamental foram as atividades do Laboratório para nós. O Icumam Lab é laboratório tão especial e incrível. Uma longa e intensa semana em um hotel-fazendo no interior de Goiás, dividindo com roteiristas e produtores do centro-oeste e aprendendo bastante com tutores experientes. Passamos bons momentos, imersos e dedicados a discutir e trabalhar os projetos selecionados. Mais do que desenvolver os projetos, esse foi o mais intenso processo de formação audiovisual que já participei. O evento, portanto, além de servir como forma de aprimorar e amadurecer projetos audiovisuais, é uma ferramenta de formação audiovisual muito impactante e poderosa. Essa foi uma semana que serviu para nos conectarmos e embarcamos de vez no desafio que é desenvolver a nossa série, mas, além disso, entender melhor nosso lugar como realizadores do centro-oeste, região a margem do eixo principal de produções audiovisuais no país. Agradeço imensamente a todos tutores e todos envolvidos na organização desse brilhante evento, além dos participantes selecionados. Reitero, foi um grande processo de imersão que mexeu com os meus sentimentos, meu coração e a minha visão como realizador e produtor. Vai ficar guardado e vai me acompanhar não apenas nesse projeto, mas em toda a minha vida. O laboratório, além disso, tudo, já está abrindo uma trajetória comercial para a nossa série, além de estar abrindo portas profissionais para os participantes do projeto. Só temos a agradecer.” Daniel Calil Cançado – Participante (Meu Nome não é Camille)